Resumo:
Em entrevista ao Diário da Noite, discute o conceito de governo colegiado como alternativa ao presidencialismo no Brasil. Ele critica a ideia de substituir o sistema presidencialista por um governo colegiado, especialmente no contexto brasileiro, onde o presidencialismo já demonstrou falhas significativas. Questiona a escolha do colegiado em vez do sistema parlamentarista, que é mais desenvolvido e eficaz em países democráticos. Ele argumenta que o governo colegiado, embora possa reduzir o poder pessoal do presidente, resulta em um modelo de governo coletivo que carece da responsabilidade e sensibilidade características do parlamentarismo. A experiência de países como Suíça e Uruguai, onde o sistema é adotado, é vista como inadequada para o Brasil, devido às diferenças culturais e à falta de uma alta consciência política popular. Defende que, ao invés de adotar o modelo colegiado como transição, o Brasil deveria seguir diretamente para o parlamentarismo, considerado mais eficiente e adequado às necessidades do país. Ele também observa que, no contexto uruguaio, o governo colegiado é ainda mais problemático por ser composto por membros eleitos diretamente, resultando em um governo dividido e sem unidade de comando. Embora o colegiado seja uma opção emergencial para o Brasil, Pilla afirma que, no futuro, o país deve adotar um sistema parlamentarista para garantir a eficácia do governo e a governabilidade.