Resumo:
Apresenta uma análise crítica das candidaturas presidenciais de Juscelino Kubitschek, Ademar de Barros e Juarez Távora, com foco na concepção de vida pública que cada um representa. Critica o lema de Ademar, "Rouba, mas faz", e alerta para os danos morais e políticos que essa mentalidade pode causar ao país. Ele argumenta que, ao votar em candidatos como Juscelino ou Ademar, o eleitor estará endossando uma visão de governo em que o roubo é justificado pelos feitos, o que enfraquece a democracia e corrompe as estruturas políticas. A principal crítica de Pilla é que o roubo público, por mais que traga benefícios imediatos, acaba por custar muito caro, pois compromete as finanças públicas e impede o desenvolvimento sustentável. Ele exemplifica essa situação com o Estado de São Paulo, que, após ser governado por Ademar, ficou com finanças arruinadas, dificultando o trabalho de seus sucessores. Além disso, Pilla destaca que o sistema de "roubar para fazer" dissolve os valores morais fundamentais, enfraquecendo a democracia e permitindo a perpetuação da corrupção. Para ele, a única forma de evitar esse desastre é por meio de um voto consciente, que se oponha às candidaturas que alimentam a corrupção. Caso o eleitorado não se mobilize, Pilla teme pelas consequências graves para o futuro do país.