Resumo:
Critica a proposta de um governo de união nacional, considerando-a impraticável e incoerente diante da realidade política do Brasil. Para ele, a ideia de união só faria sentido se fosse em torno de um candidato amplamente aceito pelas principais correntes partidárias, o que não ocorreu. Em vez disso, o Partido Social Democrático apresentou seu candidato de maneira abrupta, gerando resistência significativa desde o início. Observa que, diante da situação, a união nacional, que foi inicialmente cogitada, não seria genuína, mas uma adesão de conveniência, em que facções políticas se uniriam para apoiar um candidato imposto, e não um escolhido por consenso popular. Para ele, a solução seria a formação de um governo partidário, onde o vencedor da eleição governasse com os aliados que o apoiaram, compartilhando as responsabilidades e benefícios do poder. A oposição, nesse contexto, deveria colaborar de forma construtiva, mantendo uma vigilância crítica e efetiva, sem se render à ideia de adesão passiva ao governo. Para Pilla, a verdadeira função da oposição é agir como fiscal do poder, não se submeter sem questionamento. Ele argumenta que, em vez de buscar uma união fictícia e forçada, o país deveria se concentrar em um governo legítimo, fundamentado nas forças políticas que realmente participaram da eleição, respeitando as divisões partidárias e mantendo uma relação equilibrada entre governo e oposição.