Resumo:
Analisa os problemas do sistema eleitoral brasileiro e a perversão do processo democrático. A principal crítica é a atitude dos eleitores, que votam em candidatos apenas com base na probabilidade de vitória, em vez de escolher aqueles que consideram mais capacitados. O voto, que deveria ser uma expressão consciente e patriótica, torna-se determinado por fatores externos, como propaganda viciosa e interesses ilegítimos. Reflete sobre a falácia da ideia de que o voto secreto, instaurado após a Revolução de 1930, garantiria uma verdadeira democracia. Em vez de promover uma eleição consciente, o voto secreto estabeleceu uma fraude eleitoral, com eleitores que não estão preparados para fazer uma escolha informada. Também critica a falta de preparação do povo para o exercício do voto, que não é apenas uma questão de inteligência, mas de consciência política, algo que o sistema presidencialista, impregnado de demagogia, dificulta. Argumenta que a solução para esse problema seria a adoção do sistema parlamentar, que educaria o eleitorado, promovendo uma maior conscientização sobre as questões políticas. Com o parlamentarismo, o eleitor deixaria de escolher um caudilho e passaria a optar por princípios e tendências, garantindo uma maior responsabilidade política. Conclui que o sistema parlamentar é a verdadeira forma de democracia representativa, que educa o povo e impede a degeneração das eleições.