Resumo:
Analisa as críticas feitas ao sistema parlamentar, especialmente o francês, comparando-o com o presidencialismo. Para ele, muitos criticam o parlamentarismo, especialmente o francês, alegando instabilidade ministerial, mas ele questiona se a falha está no sistema parlamentarista em si ou em suas distorções. Defende que a instabilidade observada na França é devido a uma deformação do sistema, e não ao sistema em sua essência. Ele observa que, ao contrário do que se pensa, os franceses não desejam abandonar o parlamentarismo, mas sim aproximá-lo mais do modelo britânico, considerado mais estável. Também compara o sistema parlamentar com o presidencialismo, o qual está em vigor na América Latina, e afirma que, apesar dos defeitos do parlamentarismo francês, ele apresenta virtudes consideráveis em comparação ao presidencialismo. Ele cita o presidente René Coty, que reconheceu que, ao longo de uma vida, a França viu vários regimes e muitas instabilidades, mas o sistema francês, apesar de seus altos e baixos, mostrou-se mais resistente do que os sistemas presidenciais da América Latina, que frequentemente resultam em golpes de Estado e crises políticas. Sugere que, ao invés de se impressionar com as dificuldades temporárias do parlamentarismo, seria mais sensato analisar os efeitos do presidencialismo, que muitas vezes gera maiores problemas estruturais e instabilidade.