Resumo:
Analisa a situação política da América Latina, focando nas dificuldades de se estabelecer uma democracia estável na região, marcada por frequentes ditaduras e golpes de Estado. Ele destaca que o dilema enfrentado pelos países latino-americanos é a inadequação do sistema político adotado, o presidencialismo, que tem demonstrado ser ineficaz para garantir um governo democrático. Nesse contexto, o Partido Democrata Progressista da Argentina levanta a bandeira do parlamentarismo, apresentando-o como uma solução viável para o problema político da América Latina. Observa que, embora o sistema presidencial tenha sido tentado em vários países da região, ele frequentemente leva à concentração de poder e à criação de ditaduras pessoais, como ocorreu após a Revolução de 1930 no Brasil, que, apesar de ser uma reação contra o presidencialismo, acabou não propondo uma reforma política profunda e perpetuou o poder de forma autoritária. Critica a lentidão dos países latino-americanos em buscar soluções para os problemas políticos, apontando que, no Brasil, a experiência histórica deveria ter levado a um abandono do presidencialismo mais cedo. Conclui que, embora os outros países da região estejam ainda em busca de soluções, o Brasil tem uma responsabilidade maior de avançar, dada sua experiência com ambos os sistemas de governo e sua história de convulsões políticas.