Resumo:
Analisa a proliferação de propostas para resolver os problemas políticos do Brasil, destacando que, diante da falência do presidencialismo, surgem "reformadores" com sistemas variados. No entanto, ele alerta contra soluções baseadas em caprichos e sem fundamentos sólidos. A verdadeira solução, segundo Pilla, é a adoção do sistema parlamentar, já demonstrado como eficaz em várias partes do mundo e em diferentes contextos culturais. Critica a tentação de substituir o presidencialismo por sistemas sem embasamento teórico e prático. Para ele, a preocupação de reformar é válida, pois a situação atual é insustentável, mas é essencial que a reforma seja baseada em princípios sólidos, como o parlamentarismo. Esse sistema, utilizado em diversos países, é considerado uma fórmula eficaz para um governo democrático representativo. Ele também menciona o sistema colegiado, que, embora divida o poder presidencial, é mais difícil de implementar e utilizado apenas em poucos países. Aponta que, no Brasil, a experiência com o parlamentarismo durante o Segundo Reinado, apesar das dificuldades, não deve ser descartada como um caminho viável para o futuro do país. Por fim, Pilla reflete sobre a proposta recente de Castilho Cabral, que busca combinar o sistema colegiado com o parlamentar, mas expressa dúvidas sobre sua eficácia e utilidade, ressaltando a necessidade de uma reforma bem fundamentada.