Resumo:
Aborda a resistência à reforma parlamentarista no Brasil, enfatizando o egoísmo político como um obstáculo crucial. A proposta da reforma é vista como a solução para a crise política, mas muitos parlamentares, motivados por interesses pessoais, se opõem à mudança, temendo a perda de seus mandatos devido à dissolução da Câmara, o que é previsto no sistema parlamentar. Critica essa atitude, destacando que a reforma não prejudica a estabilidade do governo, mas busca resolver questões políticas mais profundas. A reforma parlamentarista proposta, em essência, permite a dissolução da Câmara apenas em situações excepcionais, quando a confiança no governo estiver seriamente comprometida, como após sucessivas moções de desconfiança. Nos primeiros dois anos da legislatura, o poder de dissolução seria restrito a casos de crise extrema, e só na segunda metade do mandato seria mais acessível, mas com limitações rigorosas. Defende que, embora a dissolução da Câmara possa ocorrer, ela é um mecanismo de última instância para resolver impasses políticos graves, e não um ato corriqueiro. Ele critica a postura de deputados que rejeitam a reforma por medo de perder seu mandato e sugere que essa recusa poderia resultar em uma crise ainda maior para o país, impedindo a implementação das reformas necessárias. Ao final, Pilla aponta que, se a reforma não for aprovada, o país enfrentará um futuro ainda mais incerto e prolongado.