Resumo:
Analisa as falhas do sistema presidencialista brasileiro, destacando sua falta de flexibilidade e capacidade de gerar instabilidade política. Ele argumenta que o presidencialismo é um modelo de governo propenso à ruptura do equilíbrio político, uma vez que é rígido e não permite adaptação diante de crises. Além disso, Pilla critica a prática de colocar militares à frente dos ministérios da defesa, algo que, segundo ele, enfraquece a função política desses cargos. A função ministerial, explica, é política e administrativa, não técnica, e, portanto, deve ser ocupada por políticos, mesmo que estes tenham origem militar. Enfatiza que a presença de militares no governo divide a força armada, criando divisões internas e prejudicando a disciplina militar, o que pode ter consequências perigosas. Ele cita um exemplo recente de crise política causado pela nomeação de um ministro militar, que gerou uma subversão da ordem constitucional. Para Pilla, os problemas do presidencialismo são exacerbados pela prática de militarizar os ministérios, o que aumenta a instabilidade do sistema. Ele sugere que, para uma solução verdadeira, é necessário abandonar essa prática e adaptar o governo a um modelo que preserve a unidade e a disciplina das forças armadas.