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Narra, em um artigo não publicado devido à censura, a censura imposta a seu comentário sobre a "independência de poderes", um princípio fundamental do sistema presidencialista. No discurso que seguiu à imposição da censura, o deputado explicou a natureza doutrinária do artigo, que não pretendia atacar ou subverter, mas simplesmente abordar questões constitucionais. Defendeu que a independência dos poderes é essencial para a integridade do regime presidencialista, onde o Executivo, o Legislativo e o Judiciário devem ser autônomos, mas interdependentes. Ele argumentou que o Executivo não pode ser submisso ao Legislativo, caso contrário, perderia sua independência. No entanto, ele criticou a interpretação que os poderes legislativo e executivo têm dado à Constituição, especialmente com relação ao processo de impeachment, argumentando que as práticas recentes têm violado a separação dos poderes, algo previsto no texto constitucional. A censura, ao impedir a publicação de sua análise, reflete a fragilidade das liberdades políticas e as tensões sobre a legitimidade das decisões do governo, especialmente em momentos de crise. Pilla, ao ler seu comentário na tribuna, chamou a atenção para o caráter "subversivo" da censura, afirmando que, por tratar-se de uma análise doutrinária, a censura demonstrava a insegurança política vigente e a manipulação da constitucionalidade em nome de interesses governamentais. Concluiu que a censura reflete um sistema político frágil, onde até a crítica de ordem doutrinária é vista como uma ameaça. |
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