Resumo:
Analisa a dissolução da Câmara dos Deputados na França, abordando a diferença entre o sistema parlamentar britânico e o francês. Ele menciona a primeira dissolução, em 1877, durante o governo de Mac-Mahon, que visava restaurar a monarquia, e os temores subsequentes de uma ditadura presidencial. A dissolução foi evitada pelo Senado, que se opôs ao ato, e o governo francês se alinhou ao modelo de governo convencional, em que o Executivo depende da Assembleia Nacional sem o risco imediato de dissolução. Destaca que a Constituição de 27 de outubro de 1946 introduziu mudanças no processo, permitindo a dissolução da Câmara dos Deputados após dois períodos de crise ministerial em até dezoito meses. No entanto, ele critica a rigidez dessa norma, questionando por que uma crise que exija uma consulta imediata ao eleitorado não poderia ser suficiente. O sistema parlamentar francês, segundo Pilla, é deficiente em comparação ao britânico, que possui maior flexibilidade. Apesar das falhas, ele reconhece um avanço no modelo francês, ressaltando que, no futuro, os resultados da atual configuração política dirão se a mudança foi acertada. A reflexão de Pilla destaca a complexidade do sistema francês e a busca por um equilíbrio entre estabilidade e flexibilidade no governo.