Resumo:
Critica uma doutrina adotada pela Mesa da Câmara dos Deputados, que limita a liberdade de expressão dos representantes eleitos. Embora os representantes possam falar livremente dentro da Câmara, suas palavras não chegam ao público, o que contraria a essência da democracia representativa. A ideia central de Pilla é que, embora os deputados continuem com seus direitos de voto, a falta de transparência em seus debates impede que a população saiba o que realmente acontece dentro do Congresso, criando uma separação entre o poder e o povo. Denuncia que a Câmara se transforma em uma espécie de "túmulo", onde as discussões e decisões permanecem isoladas, sem eco para o público. Embora essa postura seja vista como errônea e prejudicial, Pilla observa que ela é, paradoxalmente, uma posição natural e coerente dentro do sistema vigente. O Congresso, ao rejeitar emendas que excluiriam da censura os debates parlamentares, decidiu sujeitar-se à vigilância, ignorando as promessas anteriores de maior liberdade. Conclui com uma crítica amarga, sugerindo que o Congresso, ao seguir esse caminho, caminha cada vez mais para a destruição da própria democracia, com a omissão de debates e a sufocação da oposição, como uma inevitabilidade no sistema político.