Resumo:
Trata da confusão e das contradições que envolvem o conceito de Constituição, destacando a importância de compreender seus elementos fundamentais. Ele afirma que a Constituição é composta por duas partes essenciais: uma declaração de direitos e uma organização específica do poder público. Para que alguém possa realmente defender a Constituição, é necessário respeitar essas bases essenciais, mesmo que outras disposições secundárias ou legais sejam apresentadas. Critica a ideia de que é possível defender a Constituição enquanto se permite a infração dos seus princípios fundamentais, especialmente quando isso é feito em nome de normas secundárias ou legais que não estão no mesmo nível hierárquico. Ele sublinha que, em um sistema de constituição escrita e rígida, há uma hierarquia clara entre os diferentes tipos de leis. A Constituição, portanto, deve ser observada como um conjunto de normas que não pode ser alterado arbitrariamente, especialmente quando se trata de direitos fundamentais e da organização do poder. Embora Pilla reconheça que, em situações excepcionais como com o risco de uma guerra ou comoção interna, alguns direitos possam ser suspensos, ele ressalta que isso só pode ocorrer dentro dos limites estabelecidos pela própria Constituição. Para ele, as situações em que a Constituição pode ser desrespeitada são raras, e, por enquanto, essas circunstâncias não estão presentes.