Resumo:
Reflete uma crítica ao legado da República no Brasil, especialmente com relação ao sistema presidencialista que, segundo o autor, distorceu os princípios originais da República e da Federação. Destaca que o 15 de novembro de 1889 trouxe não apenas a República, mas também a Federação, embora este último tenha sido, aos poucos, enfraquecido pela concentração de poder no Executivo. O presidencialismo, para ele, representou a "constitucionalização do poder pessoal", o que resultou na subordinação do poder civil ao militar. A monarquia, que deixava um país politicamente educado, cedeu espaço para um sistema que se igualou às pequenas repúblicas latino-americanas. Critica o evento de 1930, onde o presidente da República depôs um general que defendia a Constituição, exemplificando a fragilidade do regime republicano e a dominação do poder presidencial. Para ele, o sistema presidencial não só destruiu a Federação como também foi responsável por afastar a República dos princípios democráticos, tornando o país cada vez mais distante das ideais republicanas de 1889. Finaliza com a ideia de que, a cada ano, o 15 de novembro se distancia cada vez mais do que deveria representar, tornando-se uma data cada vez menos republicana.