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Comenta a divergência entre o ministro da Justiça e o general Lima Câmara quanto à necessidade de prorrogar o estado de sítio. Enquanto o ministro parece crer na estabilização da situação, o general defende sua continuidade, argumentando que o clima de agitação ainda persiste e que a pacificação dos espíritos não foi alcançada. Reconhece que o general pode estar em melhor posição para avaliar a realidade, mas questiona se basta reconhecer o problema sem buscar sua solução. Ele critica a inércia do governo, que não tomou medidas concretas para acalmar os ânimos, ignorando até mesmo um apelo público de Otávio Mangabeira. Aponta para Nereu Ramos, que, como Supremo Magistrado, recebeu do próprio general a responsabilidade de agir. No entanto, Pilla alerta que não basta apenas prorrogar o estado de sítio ou garantir a transmissão do poder ao presidente eleito. Para ele, a pacificação real exige mudanças mais profundas na vida pública, com novas e mais honestas bases para o país. Ele conclui que palavras vazias não resolverão a crise e que qualquer tentativa de pacificação será inútil se significar apenas a manutenção de um presente transitório ou o retorno a um passado condenado. A situação exige reformas autênticas, sem as quais a estabilidade política continuará fora de alcance. |
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