Resumo:
Faz uma reflexão sobre as fábulas, destacando o valor da sabedoria condensada nessas histórias simples, que podem ensinar tanto a crianças quanto a adultos. Ele menciona que, muitas vezes, uma fábula pode transmitir ensinamentos mais profundos do que um discurso sério. Recorda uma fábula de La Fontaine, "A Raposa e o Bode", que ilustra de forma engenhosa uma lição sobre astúcia e ingenuidade. Na história, a raposa e o bode, após encontrarem água em um poço, enfrentam o problema de como sair dali. A raposa, com sua esperteza, sugere um plano: o bode deve se colocar de forma que ela possa usar seu corpo para sair do poço. Uma vez fora, a raposa deixa o bode para trás, exortando-o a ter paciência enquanto se afasta, com um discurso debochado sobre a falta de inteligência do companheiro. Sugere que a fábula pode ser interpretada de várias maneiras, deixando ao leitor a liberdade de aplicar os personagens e suas atitudes a contextos distintos. Ele também convida à reflexão sobre as lições da fábula, usando a esperteza da raposa e a ingenuidade do bode como metáforas para certas atitudes e situações humanas. A fábula, assim, serve como uma crítica velada à ingenuidade e à exploração, ao mesmo tempo em que mostra a habilidade de algumas pessoas em manipular as circunstâncias em seu favor.