Resumo:
Analisa o agravamento do caudilhismo e os problemas do presidencialismo na América Latina, particularmente no Chile e na Colômbia. Observa que, nesses países, os sistemas presidenciais têm levado a excessos, como o decreto de estado de sítio no Chile, que resultou na prisão de dirigentes de uma organização de trabalhadores, e o endurecimento da censura à imprensa na Colômbia. Critica o uso do estado de sítio, uma medida excepcional que sacrifica os direitos fundamentais dos cidadãos, algo que, segundo ele, não ocorre em sistemas parlamentares. No modelo parlamentar, o governo lida com greves e distúrbios sem recorrer a medidas autoritárias, pois há maior flexibilidade e equilíbrio no poder. Para Pilla, o presidencialismo, com sua natureza rígida, tende a ser mais autoritário, levando os governantes a usar a força para lidar com crises políticas e sociais. Em contraste, os países com sistemas parlamentares têm mais recursos para enfrentar problemas sociais sem recorrer a regimes de exceção. Conclui que, para solucionar as crises políticas e sociais da América Latina, é essencial a mudança do sistema presidencial para o parlamentar, pois apenas esse modelo oferece a flexibilidade necessária para tratar as questões de forma democrática e equilibrada.