Resumo:
Aborda a crise política na França, que, segundo Pilla, não se origina de falhas no sistema constitucional, mas de uma crise social profunda. A sociedade francesa, marcada por extremismos e uma divisão acentuada dentro do setor democrático, enfrenta dificuldades em formar um governo estável e equilibrado. Embora o sistema constitucional francês tenha algumas falhas, a crise é resultado das consequências acumuladas das duas guerras mundiais e de uma forte polarização política, com destaque para a influência do comunismo. Defende que o sistema parlamentarista francês, apesar de seus desvios, tem a virtude de permitir uma análise e solução da crise política e social, algo que o presidencialismo, com sua rigidez, não possibilita. O parlamentarismo francês, mesmo em uma forma distorcida, permitiu uma resposta à crise que seria desconhecida sob o sistema presidencialista. Questiona o papel do presidencialismo, especialmente quando observa os constantes golpes de Estado e a instabilidade política na América Latina, incluindo o Brasil. Sugere que, ao contrário do presidencialismo, o parlamentarismo oferece uma maior flexibilidade e capacidade de adaptação diante de crises políticas, destacando suas virtudes mesmo em sistemas imperfeitos.