Resumo:
Critica a visão do jornal paulista, que argumenta contra o parlamentarismo com base na crise política da França. Refuta a ideia de que a crise na França seja uma falha do sistema parlamentar, destacando que a origem do problema está na crise social e nas tensões internas do país, não no funcionamento da instituição política em si. Ele ressalta que, apesar das dificuldades, o sistema parlamentar tem a flexibilidade necessária para evitar subversões drásticas da ordem, e que, ao longo do último século, a França não experimentou revoluções ou mudanças radicais de regime, como ocorria anteriormente. Questiona a posição do jornal, sugerindo que é preferível a estabilidade relativa proporcionada pelas frequentes quedas de gabinete no parlamentarismo do que a instabilidade constante e as revoluções típicas de sistemas presidencialistas, como os observados na América Latina. Ele critica ainda a visão limitada do jornal paulista, que ignora exemplos de boas democracias parlamentaristas em países como Bélgica, Itália, Canadá e Austrália, preferindo focar apenas no caso da Inglaterra e de alguns países nórdicos. Ao final, Pilla questiona onde o sistema presidencialista tem sido eficaz, destacando a corrupção e os problemas enfrentados por diversos países latino-americanos, como o Brasil, e sugerindo que a solução para os problemas sociais e políticos da América Latina poderia ser encontrada em um sistema parlamentarista mais robusto.