Resumo:
Responde a uma objeção apresentada pelo Jornal do Brasil sobre a adoção do sistema parlamentar no Brasil. O jornal argumentava que, com a adoção desse sistema, o país viveria uma "ditadura de seis meses" sempre que a Câmara dos Deputados fosse dissolvida. Refuta essa crítica, explicando que a simples dissolução do parlamento não implica em ditadura, já que o parlamento poderia ser convocado a qualquer momento. Ele compara essa situação com o sistema presidencial, que também tem períodos sem atividade legislativa, mas sem que isso configure uma ditadura, pois o Executivo continua limitado por leis previamente estabelecidas. Destaca que, em ambos os sistemas, a ausência temporária do parlamento não significa uma suspensão total da atividade política, pois a vida nacional segue pautada pelas decisões anteriores do parlamento. Ele também menciona que o sistema presidencial, apesar da continuidade do poder legislativo, enfrenta situações excepcionais e anômalas, como o estado de sítio, decretado exclusivamente pelo presidente, o que Pilla considera um ato altamente autoritário. Para resolver a questão, Pilla sugere que o projeto de reforma parlamentar possa prever que, no caso de dissolução, a Câmara dos Deputados se reúna automaticamente dentro de um prazo, resolvendo assim a objeção levantada sobre a impossibilidade de convocação imediata do parlamento.