Resumo:
Analisa com ceticismo o movimento reformista no Brasil, destacando a contradição de que aqueles que antes negaram reformas agora as anunciam. Segundo ele, uma verdadeira reforma exige um programa claro e um objetivo determinado, mas no cenário atual, o movimento reformista se apresenta vago e indefinido. Questiona a sinceridade das reformas, sugerindo que elas podem ser apenas um expediente político para criar um ambiente favorável ao governo de Juscelino Kubitschek, sem atender às reais necessidades do país. Enfatiza que, embora haja reconhecimento de que o país não pode continuar da mesma forma e que piorar seria insuportável, as promessas de reformas parecem mais um meio para gerar esperanças, sem garantias de que elas realmente atendam ao bem público. Destaca que, para os verdadeiros reformistas, os que lutam pela efetividade do regime democrático desde a redemocratização, a atitude dos novos reformistas é vista com desconfiança. Eles se perguntam se serão aliados ou adversários do movimento, refletindo a incerteza sobre as intenções dos que agora se apresentam como reformistas, mas que antes se opunham a mudanças substanciais. Sugere que o movimento reformista carece de clareza e genuinidade, representando mais uma tentativa de adaptação política do que um esforço real de transformação do país.