Resumo:
Aborda a proposta de coincidência de mandatos no contexto político e eleitoral. A ideia de combinar eleições para reduzir as despesas, tanto para o poder público quanto para os partidos políticos, é apresentada como uma medida econômica. Em um país marcado por grandes gastos públicos e uma cultura de paternalismo, a tentativa de economizar com a realização de menos eleições parece atraente, especialmente considerando a precariedade econômica do Brasil. No entanto, Pilla adverte que essa economia pode prejudicar a democracia. Ele argumenta que a democracia não é um processo barato ou confortável, exigindo esforço contínuo para sua manutenção. Em um país com educação política deficiente, as pessoas envolvidas no processo eleitoral são poucas, e não se resolve esse problema com menos eleições. Pelo contrário, Pilla defende que mais pleitos, realizados com maior frequência, poderiam tornar a participação política mais natural, sem a necessidade de pressões externas. Além disso, critica a falta de clareza e a confusão gerada pela coincidência de mandatos, o que pode prejudicar a estrutura dos partidos, ainda fragilizados. Lembra de alianças políticas desastrosas feitas para beneficiar interesses eleitorais imediatos, em detrimento de um sistema partidário mais sólido. Por fim, ele condena fortemente a ideia de concentração das eleições, alertando que isso poderia agravar ainda mais os problemas do sistema político nacional.