Resumo:
Critica a visão de C.A. Dunshee de Abranches, que argumenta que a recuperação da Itália não foi resultado do sistema parlamentar, mas que teria ocorrido sob qualquer regime democrático, inclusive o fascismo. Reflete sobre a aparente indiferença do sistema político, questionando se a mudança de regime realmente tem impacto na vida dos povos ou se é uma ilusão. Ele afirma que, se o sistema não tem relevância, seria contraditório defender a mudança de um regime presidencialista para o parlamentarismo. No contexto brasileiro, Pilla aponta que, dado o agravamento dos problemas nacionais, uma mudança poderia ter um efeito positivo, estimulando a população e renovando as esperanças. Contudo, ele argumenta que a tese de indiferença dos sistemas políticos é errada. Para Pilla, há sistemas bons e ruins, adequados ou inadequados, que podem favorecer ou prejudicar virtudes e vícios, dependendo da combinação de forças que eles criam. Embora o povo tenha grande importância, o sistema político também desempenha um papel fundamental. Ele cita o exemplo da Itália, onde o fascismo levou o país à ruína, enquanto a democracia parlamentar permitiu sua recuperação com rapidez, destacando a importância de um bom sistema para garantir a liberdade e o crescimento de uma nação. Para Pilla, essa lição é essencial para o Brasil, que precisa de reformas profundas para enfrentar seus problemas.