Resumo:
Questiona a sinceridade das reformas eleitorais propostas pela maioria parlamentar que apoia Juscelino Kubitschek. Ele destaca a histórica falta de confiança do partido dominante, especialmente com base em precedentes passados, desde 1946, em que promessas de reformas muitas vezes não foram cumpridas. Critica a atual proposta de reforma eleitoral e lembra da importância do Código Eleitoral de 1932, criado por Assis Brasil, que instituiu um sistema de alistamento cívico. Esse sistema garantiu a identidade dos eleitores de maneira permanente, impedindo fraudes e falsificações. Contudo, após o golpe de 1937, esse sistema foi abolido, junto com a democracia representativa. Lamenta que, ao retornar à democracia em 1945, o sistema de alistamento de 1932 tenha sido desconsiderado, prejudicando a transparência das eleições. Ele aponta que, embora seja possível realizar eleições com eleitores falsos ou inexistentes, elas não seriam verdadeiras. Denuncia a resistência do partido majoritário em adotar o sistema de 1932, preferindo métodos que facilitam a fabricação de eleitores. Por fim, Pilla propõe que, para que a reforma seja considerada verdadeira, o partido majoritário deve adotar o sistema de alistamento do Código de 1932 como base. Somente com essa ação as reformas poderão ser vistas como sinceras e legítimas.