Resumo:
Critica as alianças políticas realizadas entre partidos com ideologias divergentes, exemplificando com a aliança entre o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) nas eleições presidenciais. Apesar das diferenças ideológicas entre os dois partidos, Pilla destaca que essa aliança se deu por interesses comuns, principalmente ligados à preservação do poder e à influência da ditadura getulista. Ele observa que tais acordos são artificiais e baseados em interesses pessoais, e não em afinidades ideológicas. Menciona também as dificuldades enfrentadas pelo governo de Juscelino Kubitschek, que, ao tentar formar um ministério, é pressionado por choques internos entre as forças políticas que se uniram apenas para conquistar o poder. Enfatiza a desconfiança mútua entre os aliados, que, ao partilhar o poder, começam a perceber a traição política. Destaca a possibilidade de uma crise governamental caso o Partido Trabalhista, liderado por João Goulart, decida retirar seu apoio ao governo, o que poderia levar à renúncia do vice-presidente. Sugere que alianças baseadas em interesses pessoais e não em valores ideológicos são instáveis e podem levar à queda de governos, pois os aliados podem rapidamente se tornar adversários, enfraquecendo a base política e o poder do governo.