Resumo:
Discute o ciclo da incompetência na política brasileira, identificado por Pedro Dantas, e faz uma análise crítica do sistema presidencialista. Pilla se baseia nas ideias de Bagehot, autor de A Constituição Inglesa, que argumenta que o sistema parlamentar tem vantagens cruciais, especialmente em momentos de crise. Ele explica que, em um governo de gabinete, a escolha de um líder adequado pode ser feita durante crises inesperadas, trazendo um dirigente capacitado para situações excepcionais, como um Cavour ou Napoleão. Já no sistema presidencialista, isso é impossível. Argumenta que, sob um governo presidencial, como o dos Estados Unidos, a rigidez do sistema impede que se faça qualquer adaptação rápida em tempos de crise. O presidente e o congresso são eleitos por mandatos fixos, sem possibilidade de mudanças, o que torna o sistema rígido e inflexível. Aplica essa crítica à realidade do Brasil, sugerindo que o atual governo pode não estar em condições de enfrentar as dificuldades do país, sendo que, no sistema presidencialista, as mudanças necessárias não podem ser feitas de forma ágil. Conclui que o sistema presidencialista é catastrófico para a governança, pois age por subversões e impede a flexibilidade necessária para a boa administração em tempos de crise.