Resumo:
Ao analisar a balbúrdia orçamentária, aponta que o sistema presidencialista é a principal causa desse caos. Ele se apoia nas observações de Wilson, que já havia afirmado que a fragmentação do orçamento no modelo presidencial é um problema central. Pilla também traz o depoimento de Laski, que argumenta que uma assembleia legislativa precisa agir de forma coerente e responsável, o que se torna impossível no sistema dos Estados Unidos, devido à separação entre o Legislativo e o Executivo. Laski ressalta que essa separação impede uma ação política construtiva, gerando incoerência e irresponsabilidade, especialmente na administração das finanças. Afirma que o sistema presidencialista, ao gerar essa fragmentação e incoerência, prejudica a administração do orçamento. Ele cita o caso do político Israel Pinheiro, que, mesmo tendo uma tradição presidencialista, se converteu ao parlamentarismo ao perceber que o problema orçamentário poderia ser resolvido com a mudança do sistema. Para Pilla, o sistema parlamentarista é uma solução para a gestão democrática do governo, pois oferece uma estrutura mais coesa e responsável, essencial para a administração pública eficaz. Em sua análise, Pilla defende que, para resolver a crise orçamentária e garantir uma administração mais eficiente e responsável, a adoção do parlamentarismo se apresenta como uma reforma necessária e benéfica para o Brasil, uma vez que integra a ação do governo de forma mais eficaz e coordenada.