Resumo:
Critica a visão de Vivaldo Coroacy sobre a reforma política, comparando-a à tentativa de Bustamante de mudar apenas a cor da fachada de sua casa, acreditando que isso resolveria seus problemas. Para Pilla, essa solução superficial não é suficiente, pois o sistema de governo não pode ser transformado apenas externamente, como uma simples mudança estética. A verdadeira transformação necessária envolve mudar a estrutura e a maquinaria do sistema, e não apenas as suas aparências. Concorda com Coroacy no diagnóstico das mazelas do país, destacando a degradação moral das classes dirigentes, mas refuta a ideia de que o presidencialismo seja a principal causa dessa crise. Ele argumenta que a origem da degradação está na irresponsabilidade gerada pelo presidencialismo, que cria um governo arbitrário e imoral, e que, para mudar a situação, é preciso uma reforma mais profunda do que a simples troca de sistema de governo. Aponta que, enquanto o movimento reformista visa um saneamento da vida pública, aqueles que defendem a permanência do presidencialismo de boa-fé propagam a ideia de que qualquer reforma seria inútil. Ele reforça que a verdadeira mudança depende de um ressurgimento moral, essencial para que qualquer reforma política seja eficaz e não se desvirtue.