Resumo:
Faz uma análise da política brasileira e revela a centralização do poder em torno de homens e não de partidos. Argumenta que, desde a República, os partidos políticos no Brasil nunca foram realmente nacionais e se configuraram como agrupamentos ocasionais que se desintegravam após cada eleição presidencial. A falta de partidos fortes e estáveis é uma característica marcante da política brasileira, com os partidos estaduais sendo mais duradouros, pois os grupos que chegavam ao poder dificilmente o abandonavam. Questiona a ideia de que, após a redemocratização de 1946, os partidos nacionais se fortaleceram, citando o PSD, a UDN e o PTB. Contudo, ele observa que, embora esses partidos existam, a competição política continua centrada em torno de nomes e não de programas ou princípios. A busca pelo poder é o principal motor da política, e os programas de governo são usados como estratégias de propaganda, muitas vezes sem compromisso real com as promessas feitas. Destaca a falta de ideais e a ineficiência de propostas em muitos políticos, refletindo a natureza do presidencialismo latino-americano, onde o foco principal é o controle do poder. Critica o sistema que fomenta essa disputa pessoal e enfatiza que os programas são mais uma ferramenta de marketing político do que uma verdadeira solução para os problemas do país.