Resumo:
Analisa a falência do sistema político brasileiro, destacando a falha dos três poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Poder Executivo está concentrado nas mãos do presidente, resultando em uma ditadura pessoal, enquanto o Legislativo, impotente, desempenha um papel passivo. O Judiciário, que deveria conter os abusos dos outros dois poderes, falhou em sua função, especialmente no contexto recente de um mandato presidencial em crise. O Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento de um caso crucial, preferindo esperar que o tempo resolvesse a situação, o que Pilla considera uma renúncia ao poder político que a Constituição confere ao Judiciário. A falha foi ainda mais evidente quando o Tribunal se absteve de julgar o caso, alegando o estado de sítio como justificativa. Pilla critica essa postura, sugerindo que o Supremo deveria ter questionado a constitucionalidade da lei que impedia o julgamento, pois o verdadeiro papel da Justiça é declarar o direito, independentemente das circunstâncias. O autor conclui que a ausência de ação do Judiciário, somada às falhas do Executivo e Legislativo, destrói o tripé constitucional e compromete a democracia.