Resumo:
Rebate as declarações do general Lott, que afirmou ter sido chamado de ignorante pelo deputado após discordar da emenda parlamentarista. Esclarece que, antes da eleição presidencial, procurou diversos chefes militares para avaliar a receptividade das Forças Armadas à reforma parlamentarista. Entre os consultados, apenas Lott se opôs completamente, garantindo que a eleição transcorreria sem problemas, o que foi desmentido pelos eventos de 11 e 21 de novembro, quando ocorreram intervenções militares. O deputado enfatiza que não criticou Lott por sua posição inicial, mas sim por seu veto posterior à reforma proposta pela Câmara dos Deputados. Ele destaca que, após a conversa cordial entre ambos, Lott teve participação em dois golpes de Estado, o que justifica as críticas feitas posteriormente. Também nega a acusação de ter ido à imprensa insultar Lott imediatamente após o encontro. Ele afirma ter mantido discrição e só o criticado mais tarde, devido aos acontecimentos políticos subsequentes. Em tom irônico, desafia o general a apresentar provas de que foi chamado de ignorante, pedindo que indique o jornal e a data em que a suposta ofensa foi publicada. Demonstra a estratégia de Pilla em reforçar sua posição parlamentarista, desmentir acusações infundadas e expor as contradições de Lott, associando-o diretamente aos episódios de ruptura institucional que marcaram o período.