Resumo:
Denuncia o bloqueio dos caminhos legais para a regeneração da vida pública no Brasil. Apesar do reconhecimento da falência do sistema político vigente e da ampla maioria parlamentar favorável à reforma parlamentarista, os partidos da situação impediram sua aprovação, alegando inoportunidade. No entanto, Pilla argumenta que nunca uma reforma foi tão oportuna. Ela permitiria a reconciliação política necessária para enfrentar os desafios nacionais e não interferiria em interesses eleitorais, já que a próxima eleição presidencial ainda estava distante. Além disso, Juscelino Kubitschek poderia continuar seu mandato sem alterações imediatas. A reforma, segundo Pilla, levaria tempo para ser implementada, permitindo uma transição organizada e uma expectativa de melhorias futuras. No entanto, ele aponta que a verdadeira razão para o veto não é a suposta inoportunidade, mas a oposição do ministro da Guerra. A submissão dos partidos governistas a essa decisão demonstra, segundo ele, a degradação da democracia e a ausência de alternativas dentro do sistema. Assim, enquanto a atual estrutura política persistir, qualquer tentativa de mudança será considerada inoportuna. O cenário descrito reflete um impasse institucional, no qual a resistência à reforma impede qualquer avanço significativo na organização política do país.