Resumo:
Critica a proposta de realizar todos os pleitos eleitorais em um único dia, que, embora ofereça vantagens de economia, apresenta sérios inconvenientes para a ordem pública e o funcionamento da democracia. Ele alerta que, ao se buscar a prorrogação dos mandatos atuais, a medida comprometeria a integridade do processo eleitoral. Destaca a fragilidade dos partidos políticos no Brasil, já em crise, e argumenta que a simultaneidade das eleições poderia destruir ainda mais os partidos nacionais, enfraquecendo-os. Exemplifica com o pleito presidencial, que foi prejudicado pela coincidência com a eleição para governador, onde os interesses locais prevaleceram sobre os nacionais. Esse tipo de interdependência entre as eleições regionais e nacionais já prejudica o partido e a política como um todo. Outro ponto levantado por Pilla é a sobrecarga de decisões eleitorais para os eleitores. Ele observa que já é difícil para um eleitor escolher em meio a várias opções, e, se as eleições para diferentes cargos, como prefeito, vereador e presidente, ocorrerem no mesmo dia, a confusão será inevitável. Ele menciona a experiência do Rio Grande do Sul, um estado com tradição em educação política e partidos sólidos, mas que ainda assim teve problemas com eleitores fazendo associações estranhas entre candidatos. Conclui que, ao tentar simplificar a logística eleitoral, o país acabaria agravando a confusão política e eleitoral.