Resumo:
Analisa a recente revolução democrática na Argentina e as suas consequências, focando especialmente na derrogação da Constituição peronista. A revolução resultou na restauração da Constituição anterior, liderada pelo presidente Pedro Aramburu. Essa medida foi vista como uma necessidade para garantir que a vida pública fosse depurada da corrupção instalada pela ditadura, reconhecendo que um processo eleitoral sem uma limpeza prévia poderia restaurar a situação condenada do passado. A restauração da Constituição antiga, embora necessária para garantir as garantias fundamentais, não deveria ser vista como um retorno definitivo ao sistema anterior, que havia demonstrado sua inviabilidade. Destaca que a experiência de países latino-americanos, especialmente a da Argentina, revela a inadequação do sistema presidencial, que perpetuou o caudilhismo desde a formação nacional. Para Pilla, um erro grave seria voltar completamente ao sistema presidencialista. Em vez disso, ele sugere que a restauração da Constituição de 1853 seja entendida como uma transição para um sistema político mais aperfeiçoado, com ênfase na reforma das instituições políticas da América Latina. Alerta que, para a região superar as dificuldades históricas, é fundamental repensar as instituições e buscar alternativas ao modelo presidencialista, que, em sua visão, não tem mais condições de promover um governo estável e eficiente.