Resumo:
Aborda as falhas do sistema político brasileiro, atribuindo grande parte dessas falhas ao defeituoso sistema de governo, e não necessariamente à má índole dos políticos. Ele afirma que muitos dos políticos brasileiros são pessoas de bons sentimentos e intenções, mas que, devido à impotência frente ao sistema, acabam se conformando com o exercício do poder, mesmo que de forma viciosa. A prova disso, segundo Pilla, é o apoio da maioria da Câmara dos Deputados à Emenda Parlamentarista, uma grande reforma na vida pública do Brasil. Destaca que a falta de um espírito público entre os políticos é um dos fatores que contribuem para a manutenção do sistema corrupto. Para ele, a política não pode ser feita apenas por aqueles que são indiferentes ou afastados da vida pública, e a experiência e educação política são fundamentais. Também menciona o erro grave cometido durante a crise de agosto de 1954, quando um militar, alheio à política, foi nomeado para o ministério da Guerra. Esse erro gerou uma crise maior, pois o militar, sem a experiência política necessária, se deixou embriagar pelo poder, agindo de forma mais autoritária do que um político experiente. O resultado foi uma ditadura mascarada que, embora seguisse fórmulas constitucionais, não assumiu a responsabilidade de ser uma ditadura. Reflete sobre os perigos da falta de experiência e preparação política para enfrentar crises e governar eficazmente.