Resumo:
Critica duramente a gestão do governo diante da elevação dos preços, destacando o aumento excessivo das tarifas de bondes e outros serviços essenciais, como as taxas postais e telegráficas. Ele afirma que a reação dos estudantes, embora justificada em parte pela alta dos preços, foi desproporcional, transformando um protesto em um motim que causou danos à cidade. Também condena a postura das autoridades policiais, que, por demagogia, permitiram que a desordem tomasse conta das ruas, deixando a situação fora de controle. Quando o governo finalmente resolveu agir, a repressão foi feita de maneira violenta e desmedida, afetando até mesmo parlamentares, e criando uma situação de abuso de poder. Observa uma tendência recorrente na política brasileira, em que os governantes falham em equilibrar a ação política: ora agem com inércia, ora de forma arbitrária e violenta, sem a serenidade necessária para lidar com os problemas do país. Sugere que isso pode ser resultado de uma irresponsabilidade generalizada na vida pública brasileira, onde a falta de ação responsável é seguida por reações descontroladas e arbitrárias. Questiona as causas desse comportamento, sugerindo que a explicação pode ser tanto uma falha de consciência do dever quanto uma possível instabilidade mental da população, dada a inconstância nas atitudes do governo.