Resumo:
Reflete sobre a divisão da Nação brasileira e a dificuldade de encontrar um único líder capaz de unir diferentes facções políticas. Ele destaca que a vida pública brasileira é marcada por divergências profundas, que vão além das diferenças ideológicas convencionais. Afirma que, mesmo diante das diversas figuras de liderança, como Lacerda, Lott, Kubitschek e outros, a verdadeira união entre eles é impossível, pois suas visões de governo são incompatíveis. Ele observa que o sistema político brasileiro está viciado, não funcionando como uma democracia verdadeira, mas como uma luta pelo poder pessoal, muitas vezes irresponsável e exploradora. A solução, segundo Pilla, não é esperar por um líder único para unir o País, mas sim mudar o sistema político. Ele defende a adoção do sistema parlamentarista como a solução para a crise brasileira, alegando que este sistema despersonaliza o poder e torna as disputas políticas mais civilizadas. O parlamentarismo, ao contrário do presidencialismo, permitiria a convivência e até colaboração entre as diversas correntes políticas, reduzindo a polarização. Reforça que a verdadeira união nacional só seria alcançada com a implementação desse sistema, mesmo que a Emenda Parlamentarista tenha sido vetada. Ele conclui que, embora a solução tenha sido superada temporariamente, ela ainda é válida e necessária para o futuro do País.