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Aborda a questão da Polícia como um reflexo de problemas políticos mais amplos na sociedade. Destaca que, apesar de mudanças na estrutura ou organização policial, o comportamento da polícia depende diretamente da índole e da orientação dos governantes que a comandam. Utiliza o exemplo de Cosme e Damião, dois policiais que, inicialmente, representavam uma reforma na polícia, mas que, com a mudança de chefia e do espírito que orientava as autoridades, passaram a adotar comportamentos violentos, como espancar estudantes e parlamentares. A reflexão central do texto é que a polícia, independentemente de sua estrutura, funciona como um instrumento do poder governamental, e seu comportamento depende da forma como esse poder é exercido. Aponta que, sob chefias irresponsáveis, a polícia pode se tornar um agente de arbitrariedade e violência, desvirtuando a função de proteção da sociedade. Mesmo quando a organização policial é eficaz, ela pode ser corrompida se seus líderes e a política vigente forem falhos. Conclui que a verdadeira questão não está na estrutura da polícia, mas sim na política que orienta sua atuação, e sugere que a mudança de atitude requer mais do que simples reformas, demandando uma transformação mais profunda no governo e nas autoridades responsáveis. |
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