Resumo:
Critica a visão de alguns jornais, como o Jornal do Brasil, que argumentam contra o parlamentarismo como solução para os problemas políticos do país. O editorial do jornal defende o presidencialismo, atribuindo as crises do Brasil a fatores profundos, mas sem reconhecer a contribuição do sistema presidencialista para a formação dessas crises. Questiona essa visão, apontando que o presidencialismo está em vigor há mais de 60 anos e, durante esse período, as crises foram acumuladas sem solução. Ele argumenta que, se o sistema tivesse funcionado bem, essas causas teriam sido tratadas e corrigidas. Também refuta a conclusão do editorial de que a mudança para o parlamentarismo seria uma "aventura política", sugerindo que adotar um sistema que já deu bons resultados no passado não é um risco, mas sim uma necessidade. Critica a ideia de que, como não há certeza de sucesso, seria melhor manter o sistema presidencialista, comparando essa atitude a um fatalismo que recusa tentar um tratamento para salvar o "doente" do sistema político. Em vez de continuar com um sistema falido, Pilla defende que a reforma parlamentarista é a única alternativa para resolver os problemas profundos do país. É uma crítica contundente à resistência à mudança e à falta de coragem para corrigir um sistema que não tem funcionado.