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Analisa a concepção dos sistemas políticos como técnicas destinadas a realizar a democracia representativa. Afirmando que essas técnicas não são fins em si mesmas, mas instrumentos para alcançar um governo eficiente e responsável, Pilla destaca que a avaliação de uma técnica deve ser feita com base na sua eficácia e na adaptação ao contexto em que é aplicada. Ele argumenta que o presidencialismo, embora adequado para os Estados Unidos, tem sido desastroso para a maioria dos países da América Latina, incluindo o Brasil. Critica a insistência em manter o presidencialismo, apesar de sua falência evidente no Brasil, sugerindo que, em lugar de manter um sistema ineficaz, seria mais sensato adotar o parlamentarismo. Também refuta a ideia de que a mudança para o parlamentarismo exige um "clima social" específico, argumentando que essa mudança é puramente técnica e não depende de um ambiente social propício. Para ele, a substituição do presidencialismo pelo parlamentarismo é uma reforma necessária e urgente, já que o atual sistema tem causado crises contínuas no Brasil. Critica a postura conformista de certos intelectuais, que preferem continuar errando a tentar corrigir os problemas estruturais do país. Em última análise, Pilla defende a reforma política como uma questão técnica e urgente, que não deve ser adiada por preconceitos históricos ou sociais. |
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