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Raul Pilla, presidente do Partido Libertador (PL), escreve uma carta ao diretor do jornal Correio da Manhã, em resposta a um comentário publicado pela mesma publicação. O comentário criticava o Partido Libertador, acusando-o de ser incoerente por ter membros de diferentes origens, chamando-o de uma "colcha de retalhos". Rebate essa afirmação, defendendo que o partido é, na verdade, o mais coerente, pois todos seus membros compartilham a mesma visão sobre a reforma parlamentarista. Ele explica que, embora o PL tenha começado como um partido gaúcho, sua origem remonta a 1928, no Congresso de Bagé, e que o partido tem uma longa trajetória como defensor da democracia e da república. Também refuta a ideia de que o PL represente os latifundiários gaúchos, argumentando que o partido sempre teve um apoio popular considerável, incluindo camadas menos abastadas da população. Ele faz referência à história do partido, destacando a Revolução de 1893, quando o PL teve uma base popular ampla e defendeu a inclusão da legislação social. Também menciona a presença de Edmundo Bittencourt, fundador do Correio da Manhã, e sua importância para a causa do parlamentarismo, considerando a afinidade entre o PL e o fundador do jornal. Conclui a carta defendendo o papel histórico do Partido Libertador e sua coerência política. |
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