Resumo:
Aborda o conceito de "revolução" de forma profunda e reflexiva, contestando a visão popular limitada da palavra, que a associa apenas à violência e aos conflitos sangrentos. Argumenta que a verdadeira revolução vai além da subversão da ordem material e envolve uma reforma significativa nas instituições e nos costumes. Ele defende que, mesmo sem violência, a transformação profunda das estruturas sociais e políticas pode ser considerada uma revolução pacífica. Exemplos como a reforma parlamentarista e uma lei eleitoral mais justa seriam, segundo ele, revoluções pacíficas, porém igualmente transformadoras. Questiona a dicotomia entre evolução e revolução, ressaltando que a evolução nem sempre é gradual e pode ocorrer de forma abrupta, como uma mutação. Ele acredita que no contexto brasileiro, onde a crise política é grave e urgente, a mudança não pode ser lenta. A transformação necessária, segundo ele, deve ser rápida e radical, caracterizando uma verdadeira revolução. Sugere que a evolução, se possível, ocorrerá como uma mutação, uma mudança drástica, mas necessária para resolver os problemas do país. A reflexão central do texto é sobre a urgência de uma reforma política profunda e a necessidade de agir rapidamente para superar a crise brasileira.