Resumo:
Critica a exclusão e as restrições impostas aos brasileiros naturalizados pela Constituição de 1946 e pela legislação ordinária. Embora o Brasil tenha sido historicamente um país de imigração, com uma política liberal para integrar estrangeiros, a Revolução de 1930 introduziu um nacionalismo exacerbado que ainda persiste, criando distinções entre brasileiros natos e naturalizados. Aponta que, além da exclusão dos naturalizados da presidência da República e do Congresso Nacional, a Constituição de 1946 reforça essa divisão, limitando a plena integração de cidadãos naturalizados. Ele destaca que a Constituição, embora reconheça a cidadania dos naturalizados, não trata de maneira igualitária todos os cidadãos, mantendo restrições que são contrárias ao espírito de um país democrático e inclusivo. A crítica se estende às leis ordinárias que impõem ainda mais restrições aos naturalizados, contrariando o princípio constitucional de igualdade entre brasileiros. A "Liga Pró Direitos dos Brasileiros Naturalizados", com sede em São Paulo, busca conscientizar a população sobre essas discriminações e lutar por um tratamento igualitário para todos os brasileiros. Sugere que, apesar de ser possível recorrer à Justiça, o verdadeiro desafio está em mudar a mentalidade do povo e dos legisladores, que continuam a tratar os naturalizados como cidadãos de segunda classe. A luta é por uma reforma legislativa que permita a verdadeira integração dos naturalizados à sociedade brasileira.