Resumo:
Aborda o papel essencial da imprensa em um regime democrático, destacando sua função como "quarto Poder do Estado". Ele explica que, no sistema parlamentar, a imprensa pode exercer sua função de forma ampla, com a capacidade de influenciar diretamente o governo e até derrubar gabinetes, promovendo um sentido de responsabilidade. Contudo, no sistema presidencial, a influência da imprensa sobre o governo é limitada, embora ainda desempenhe um papel fundamental na moderação dos abusos de poder. A vigilância da imprensa impede que o governo se torne completamente irresponsável, funcionando como uma "picada de vespa" que incomoda os governantes. Também critica a legislação atual, como a Lei de Imprensa e a Lei de Segurança Nacional, que se misturam no pensamento dos governantes e são usadas para silenciar a liberdade de expressão. A intenção de restringir ainda mais a liberdade de opinião é vista como um reflexo da tendência autoritária do regime presidencialista. Para Pilla, a tentativa de calar a imprensa é um sinal claro de um regime que está se afastando da democracia. Ele lamenta que as restrições à imprensa não tenham um autor claro, sugerindo uma falta de transparência e liderança, o que, segundo ele, reflete a natureza insaciável e opressiva do poder governamental.