Resumo:
Reflete sobre a relação entre palavras e pensamentos, destacando que, embora sejam distintas, há uma interação profunda entre elas. A palavra, como símbolo, é essencial para o desenvolvimento do pensamento abstrato, mas ainda assim, existe uma diferença irreconciliável entre o símbolo e a ideia. Aponta a presença crescente de palavras vazias e sem sentido, uma tendência observada especialmente na vida pública brasileira. Ele observa que, além das palavras que carecem de sentido, há um fenômeno alarmante em que palavras contraditórias são empregadas com frequência. Termos como "constituição", "liberdade" e "democracia" são usados de forma distorcida, representando exatamente o oposto do que deveriam significar. Utiliza uma metáfora forte, sugerindo que a vida pública brasileira se assemelha a um manicômio, onde palavras são ditas sem sentido ou com significados invertidos. Ele alerta para a grave desconexão entre a linguagem e a realidade, questionando se o país não estaria em uma espécie de crise psicopatológica. Em sua crítica, denuncia a incoerência e a hipocrisia que marcam o discurso político, enfatizando a grave distorção dos conceitos fundamentais que sustentam a democracia e o Estado de direito.