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Discute a importância das constituições modernas, que, em geral, são longas e complexas, buscando regular toda a vida nacional. No entanto, duas partes fundamentais compõem qualquer constituição: a organização dos poderes e a declaração dos direitos. Destaca a relação íntima entre essas duas partes, enfatizando que as declarações de direitos não têm valor real se o sistema político permitir a formação de um governo arbitrário e irresponsável. Isso é especialmente grave nas Repúblicas da América Latina, onde o sistema presidencial frequentemente leva a governos autoritários e, em muitos casos, permanentes. Critica a situação das liberdades civis nesses países, contrastando com o sistema parlamentarista encontrado na Europa Ocidental, onde o governo é mais responsável e democrático. Em países como esses, a violação das imunidades dos representantes da nação, por exemplo, levaria à demissão imediata do chefe de polícia e à queda do governo responsável. Ele aponta que, no continente americano, é necessário uma sociedade de jornalistas para defender a liberdade de imprensa, algo que seria impensável na Europa. Questiona se a diferença entre os dois sistemas se dá pela melhor organização dos poderes ou pela forma mais eficaz de garantir os direitos dos cidadãos. A reflexão surge no contexto de um aniversário de uma constituição que tem sido constantemente violada. |
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