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Aborda uma crítica à prática de coincidência dos mandatos eleitorais no Brasil. Ele destaca a preocupação com a perda de democracia quando as eleições deixam de ser uma expressão genuína da vontade popular. Cita o exemplo da eleição de Getúlio Vargas, em que a barganha de votos foi uma prática generalizada, afetando todos os níveis eleitorais, desde vereadores até a presidência da República. Ele denuncia como essa prática desmoraliza os partidos políticos e enfraquece a legitimidade do sufrágio popular. Também menciona a transação ocorrida em Minas Gerais, onde Kubitschek garantiu votos a Vargas em troca de apoio político, o que resulta em uma manipulação do sistema eleitoral. A crítica se estende ao argumento de que a coincidência dos pleitos, defendida por alguns como uma maneira de reduzir as despesas eleitorais, na verdade intensifica a corrupção eleitoral e enfraquece a democracia. Ele sugere que a coincidência dos mandatos, longe de promover eficiência, leva a uma concentração de poder que só favorece interesses pessoais e destrói a independência dos partidos. Ao invés disso, Pilla propõe alternativas para diminuir os custos das campanhas sem comprometer os princípios da democracia, alertando para os perigos da venalidade do voto e a perda de liberdade política. |
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