Resumo:
Reflete sobre o conceito de cidadão-soldado, um fenômeno característico da República, especialmente no contexto latino-americano, devido ao sistema presidencialista de governo. Destaca que, ao contrário do que ocorreu no Império, onde militares como Caxias e Osório exerceram atividades políticas por coincidência, a República criou um tipo de cidadão-soldado que é quase uma exigência do regime presidencialista. O primeiro tipo de cidadão-soldado é aquele com consciência cívica elevada, que, embora seja um soldado, se sente impelido a usar sua influência para melhorar a vida pública. Por outro lado, há também o segundo tipo, os "soldados políticos" ou "politicantes", que utilizam o poder das armas para avançar suas carreiras políticas e perpetuar o regime vicioso vigente, conduzindo ao caudilhismo militar. Pilla os descreve como produtos do sistema, ao contrário do primeiro tipo de cidadão-soldado, que reage contra ele. Faz uma homenagem ao general Alcides Etchegoyen, que representa o verdadeiro cidadão-soldado, destacando-o como um grande soldado e exemplar cidadão. Etchegoyen, embora tenha sido um rebelde em várias ocasiões, lutava não contra a lei, mas para que ela fosse respeitada. Enfatiza que o caráter de cidadão de Etchegoyen superava o de soldado, lamentando sua morte prematura em um ambiente político opressor.