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Faz uma análise crítica do discurso do General Henrique Teixeira Lott, destacando a estranheza do contexto político brasileiro da época. Ressalta a incoerência entre os atos e palavras dos políticos, especialmente após Lott emergir como figura central no cenário político, aparentemente defendendo a Constituição, mas na prática violando-a com a deposição de dois presidentes e a imposição de um golpe de Estado. Questiona o movimento que Lott liderou, que se apresentou como um "retorno aos quadros constitucionais vigentes", mas, na realidade, configurou-se como um golpe disfarçado de ato conservador. Destaca a falta de um programa claro para a revolução que Lott proclamava, sugerindo que, sem um programa definido, o movimento não seria uma revolução, mas apenas um levante ou subversão. Critica a demagogia envolvida no golpe e a continuidade de um sistema democrático corrompido, caracterizado pela ausência de uma verdadeira reforma política. Conclui com a afirmação de que o evento de novembro não foi nem um retorno à legalidade nem uma revolução, mas um golpe de Estado, e que os responsáveis deveriam agir com discernimento para resolver a crise política instalada. |
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