Resumo:
Critica a criação de um órgão de imprensa militarizado, cujo objetivo é divulgar informações dentro do Exército, em nome da coesão institucional. Destaca que, sob a justificativa administrativa e orçamentária, a publicação do jornal oficial do Exército representa uma irregularidade, pois envolve aumento de despesas em um contexto que exige austeridade econômica. Além disso, o jornal é descrito como uma ferramenta política, com distribuição obrigatória para os militares de todos os escalões, sendo projetado para manter a unidade e coesão interna do Exército. O conteúdo desse órgão inclui reportagens sobre temas de interesse militar, eventos nacionais e internacionais que afetam a vida militar e a divulgação do ponto de vista oficial sobre temas relevantes para a missão do Exército. Aponta que, ao instituir essa publicação, o governo reforça a prática da Ditadura de criar e manter órgãos de imprensa com finalidade política, o que agrava a situação, já que, agora, a função de propaganda está nas mãos do Exército, e não do governo como um todo. Observa que, embora a realidade política atual não corresponda à prevista na Constituição, a força governante se manifesta através desse tipo de instrumento, uma ação estratégica para garantir sua coesão e domínio. Em última instância, Pilla considera a medida excessivamente grave para a democracia e para os princípios constitucionais.